06/08 – O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) realizou, nesta quarta-feira (5/8), uma vistoria técnica na Ilha Pai, no Parque Estadual da Serra da Tiririca (Peset), em Niterói, para avaliar a dimensão dos impactos provocados pelo incêndio registrado na última semana e definir as próximas ações de proteção da área. O instituto também solicitou apoio da aeronave do Corpo de Bombeiros para auxiliar no monitoramento da área e no planejamento das próximas etapas dos trabalhos.
O incêndio ocorreu na quarta-feira (29/7), durante o vendaval que atingiu diversas regiões do estado. Na ocasião, as condições de mar e de vento impediram uma atuação segura das equipes. A Ilha Pai possui acesso restrito e de difícil aproximação com equipamentos de combate a incêndios, o que inviabilizou uma operação naquele momento.
As chamas cessaram e a fumaça ainda observada em alguns pontos é decorrente da queima lenta de troncos e outros materiais vegetais, situação comum após incêndios florestais. A origem do incidente, que impactou mais de 70% da ilha, ainda não foi identificada.
Como próximos passos, o Inea realizará uma nova visita técnica com pesquisadores para aprofundar a avaliação dos impactos ambientais e definir as medidas mais adequadas para a recuperação da área, como quais espécies de fauna e flora serão reintroduzidas. O órgão ambiental também irá organizar, em parceria com o Corpo de Bombeiros, um treinamento voltado ao combate a incêndios em ilhas e outras áreas de difícil acesso, além de reforçar as ações de fiscalização na região.
A Ilha Pai é classificada pelo Plano de Manejo do Parque Estadual da Serra da Tiririca como Zona de Preservação da Vida Silvestre, com acesso permitido apenas para pesquisa científica e atividades de gestão da unidade. Devido ao seu isolamento, a ilha pode abrigar espécies únicas. Assim, outra frente de atuação será a ampliação das atividades de educação ambiental com pescadores da região, buscando conscientizar sobre a importância da proteção da Ilha Pai e evitar o transporte de pessoas para a unidade, onde a visitação é proibida.
O Inea reforça que qualquer iniciativa de ingresso na ilha para plantio de mudas ou outras intervenções não é autorizada, pois pode causar desequilíbrios ambientais, comprometer a regeneração natural da vegetação e gerar novos impactos ao ecossistema. A recuperação da área será conduzida com base nas avaliações técnicas realizadas pelas equipes do Inea, por meio do Parque Estadual da Serra da Tiririca e da Reserva Extrativista Marinha de Itaipu.


