03/09 – Executivo e Legislativo macaenses convidam para a audiência do próximo dia 8. Na noite desta terça-feira (1), a Câmara recebeu, pela quinta vez, representantes do governo e sociedade civil para votar a redação de partes incluídas ou modificadas do Plano Diretor 2026-2036. Foram aprovadas as sessões de Segurança Pública, Assistência Social, Igualdade Racial e Políticas para as Mulheres. A audiência pública foi presidida pela vereadora Dra. Mayara Rezende (Republicanos).
O principal debate foi sobre a criação de uma sessão exclusiva para Pessoas com Deficiência (PcD). A coordenadora geral para Políticas PcD da Secretaria de Desenvolvimento Social, Caroline Mizurine, argumentou que o tema é tratado junto com outros, mas merece espaço próprio no Plano. “Nem toda PcD é vulnerável. Temos que virar a chave dessa questão apenas como assistência social. Se ela está em todas as sessões, não está efetivamente em nenhuma”.
O presidente do Conselho dos Direitos para Pessoas com Deficiência, Elias dos Santos, apoiou. “O formato atual acaba fazendo com que sejamos esquecidos”. Dra. Mayara também foi favorável. “Defendo, inclusive, que deveria haver uma secretaria específica”. A proposta foi aprovada por aclamação unânime.
Audiência na próxima terça-feira (8)
Gerente do Escritório de Gestão, Indicadores e Metas (Egim), da Secretaria de Planejamento, Rômulo Campos solicitou aos interessados que redigissem propostas para a nova sessão. “Vamos discuti-la e votá-la na audiência do dia 8 de setembro, para a qual convidamos todos os presentes e o público que acompanha ao vivo pela TV Câmara”. Além da pauta PcD, a discussão tratará de Ambiente, Clima e Riscos, incluindo assuntos como mudanças climáticas e fenômenos extremos.
Mudanças votadas
Seguem algumas das propostas aprovadas. Segurança Pública: atuação preventiva, comunitária, com uso de tecnologia avançada e integração dos órgãos de segurança; Assistência Social: criação de programa de remuneração para famílias que não têm condições de oferecer cuidados diários aos seu idosos; Políticas para mulheres: iniciativas de proteção contra misoginia e a favor da geração de renda, com ênfase nas mais jovens e idosas vulneráveis.
A integração entre políticas públicas também fez parte das propostas para a sessão intitulada Igualdade Racial. O texto incluiu ainda o combate à intolerância a religiões de matriz africana e o apoio jurídico a vítimas de racismo. Confira o estágio atual de redação do Plano Diretor. O texto sofrerá mudanças a serem feitas na audiência da próxima terça-feira (8), marcada para começar às 18h.
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Câmara reconhece servidora pela dedicação de 54 anos ao magistério
Marisa Sousa é diretora da Escola Municipal Wolfango Ferreira há 20 anos
A entrega da moção de aplauso à diretora da Escola Municipal Wolfango Ferreira, localizada na Barra, foi o destaque da sessão desta quarta-feira (2), na Câmara de Macaé. Com 56 anos de magistério, Marisa Silva de Sousa é uma das servidoras mais antigas da rede e está há duas décadas à frente da instituição de ensino. A iniciativa foi da vereadora Leandra Lopes (PT).
Leandra enfatizou o zelo e o amor pelos alunos, sempre presentes na atuação de Dona Marisa, ao longo de mais de cinco décadas. “Ela faz um trabalho incrível nessa escola, que obteve um dos maiores Idebs (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) da rede, mesmo com todas as dificuldades”.
A parlamentar lembrou que todas as conquistas da unidade de ensino nas últimas décadas foram fruto da luta incansável dessa servidora. “Mesmo assim, até hoje o colégio não tem uma quadra, que continua sendo uma das suas principais reivindicações”, disse Leandra.
Dona Marisa confirmou que, para uma escola de periferia, dentro de uma comunidade, foram alcançados êxitos inimagináveis. E não apenas no desempenho escolar, mas também em termos de acolhimento e direcionamento de crianças e adolescentes em desvios. Ela agradeceu pelo reconhecimento e aproveitou para pedir a ajuda dos parlamentares. “Precisamos de um prédio novo, de uma quadra e área de lazer para as crianças”.
Ela falou ainda sobre o sonho de preparar os estudantes periféricos para terem uma profissão, por meio do ensino técnico. “O que leva os nossos jovens ao crime é não ter espaço, nem o que fazer”.
Após a declaração da diretora, foi feita uma proposta coletiva de emenda parlamentar, a fim de viabilizar a compra do terreno em frente ao colégio para a construção de uma quadra poliesportiva.


